Publicidades

02/07/2014 | 05:26 | Geral

31 anos após a região passa por nova enchente de grande proporção

O que ficou dentro das casas foi destruído pela força da água

Imagem mostra residência no Balneário Ilhas do Chafariz (Foto: bruno Dockorn)


Na terça-feira, 24 de junho de 2014, foi repassado um alerta do Sr. José Vicente Miranda Rescigno, Coordenador de Planejamento Hidroenergético, da Barragem de Itá / SC, informando que haveria muita chuva no Alto Uruguai e possibilidade de enchente no rio Uruguai, alerta este que foi repassado pela Assessoria de Imprensa de Porto Maua a mais de 400 endereços eletrônicos, tais como: rádios, jornais, tevês, sites e de proprietários de residências nos balneários, alertando sobre a possibilidade de enchente e a que limite poderia atingir, parceria esta que ficou em 4º lugar no concurso Bons Exemplos de Comunicação em Prefeituras, promovido pela FAMURS, em junho de 2010.


O alto índice de precipitação pluviométrica (chuvas) se confirmaram, tanto no Rio Grande do Sul, como em Santa Catarina. Em Porto Mauá choveu 358 mm, desde o dia 22 ao 29.


Na quarta-feira, 25, o rio Uruguai começou a subir o seu nível. Na quinta-feira, 26, já não era mais possível fazer a travessia de balsa, as chuvas continuavam intensas e o rio subia rapidamente. No sábado, dia 28, às 7 horas da manhã o nível atingiu a marca de 19,6 metros, estabilizando-se posteriormente, sendo que no Município de Itapiranga / SC o seu maior nível havia sido de 14,3 metros, às 16 horas, atingindo um percentual maior em Porto Mauá de 37,1%.


No município catarinense ocorreu o repique do rio, ou seja, baixou o nível, mas posteriormente voltou a crescer, atingindo o pico no sábado (28) às 21 horas, com 14,59 metros, fato que gerou nova elevação do rio em Porto Mauá, mas felizmente o repique teve um percentual menor do que o primeiro, atingindo apenas uma diferença de 35,5%, atingindo o nível máximo no domingo, dia 29, às 12 horas (meio-dia), quando atingiu o pico de 19,77 metros, marca inferior da maior enchente ocorrido em 1983, quando atingiu 20,7 metros.


Após atingir o pico, o rio foi baixando lentamente. Na segunda-feira baixou mais rapidamente, possibilitando a lavagem dos comércios, estabelecimentos públicos e residências que foram inundadas pelas águas caudalosas do rio Uruguai, também possibilitando ver os estragos que a enchente causou. No estabelecimento comercial Abilio Lion Gambin, uma torra de 1,50 metros de comprimento e 54 centímetros de diâmetro adentrou na porta lateral da referida loja, torra esta que permanecerá no interior da referida loja como lembrança desta enchente, grossura praticamente do tamanho da abertura da porta.


Os servidores municipais e voluntários não mediram esforços para auxiliar na remoção dos móveis e famílias que foram atingidas, extraoficial deve ter girado em torno de 90 a 100 residências. Nos balneários mais de 200 casas foram atingidas. Estas remoções ocorreram abaixo de chuva, tanto de dia como à noite.


Toda a região está se mobilizando para arrecadar donativos para as famílias atingidas, tais como meios de comunicação, entidades, particulares (voluntários), entre outros, inclusive de cidades distantes como Ijuí, Santo Ângelo, entre outras, doações estas que foram e estão sendo recebidas em grande quantia para amenizar o sofrimento dos desabrigados.


Muitas residências, prédios públicos e comércios ficaram parcialmente ou completamente abaixo das águas, que com certeza devem ter sofridos danos na sua estrutura, que só aparecerão após baixar o nível das águas.


O total das perdas só será possível averiguar após um levantamento minucioso, quando o nível das águas voltarem ao normal. As perdas não são maiores devido a parceria existente entre a Barragem de Itá, Corpo de Bombeiros de Itapiranga/SC e Assessoria de Imprensa, que emitem com antecedência o alerta da chegada da enchente e a que nível chegarão as águas. As perdas em 1983 foram gigantescas, pois não havia aviso de alerta, nem se imaginava a que nível atingiria.


Milhares de pessoas vieram ver o nível das águas no sábado e domingo, muitos destes trouxeram junto donativos, formaram-se filas mais de 4 km de extensão, dos dois lados da ERS 344, para não prejudicar a circulações dos caminhões dentro da cidade para a retirada dos moveis das casas que seriam atingidas.

Fonte: Vilson Winkler

Mais notícias desta categoria

07/04/2020 | 15:06

Juntos somos mais!

Publicidades


Mario Junior designer