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30/07/2014 | 08:20 | Geral

Análise no RS revela níveis de metais acima do permitido em erva-mate

Níveis são superiores ao que determina legislação do Mercosul

Foto: Reprodução/RBS TV


Problema já investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, a presença de metais pesados acima do permitido pela legislação do Mercosul em erva-mate foi detectada em uma análise realizada pelo Sindicato da Indústria do Mate do Estado (Sindmate). Segundo a entidade, de 27 amostras pesquisadas, 5,66% apresentaram contaminação por cádmio e chumbo, como mostrou  uma reportagem do RBS Notícias.


As análises foram feitas depois que duas cargas de erva-mate foram recusadas pelo Uruguai, por excesso de metais pesados. Conforme a regulamentação do Mercosul, em até um quilo do produto, é aceito até 0,6 miligramas de chumbo e de 0,4 miligramas de cádmio.


As análises são feitas no produto seco, o que é alvo de críticas do Sindmate. A entidade argumenta que o processo de infusão, quando a erva mate entra em contato com a água, não haveria contaminação. Os nomes das empresas não foram divulgados.


"O Sindimate junto com outros orgãos do setor ervateiro vai reivindicar junto a anvisa que seja feita a análise do produto como se consome, não da maneira como se apresenta para o consumidor", disse o presidente do sindicato, Gilberto Heck


A análise, encomendada pelo Sindmate junto a laboratórios privados, levou em conta apenas produtos vendidos no mercado interno. O trabalho teve acompanhamento de uma pesquisadora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.


No alvo do MP


Após o Ministério da Saúde Pública do Uruguai detectar chumbo e cádmio acima dos padrões permitidos na erva-mate importada do Rio Grande do Sul, o Ministério Público do estado determinou que o produto seja analisado por um grupo de trabalho.


A decisão ocorreu a partir de uma reunião ocorrida no dia 18 deste mês com representantes da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) no MP da comarca de Arvorezinha, no Vale do Taquari.


Em junho, o promotor de justiça Paulo Estevam Araujo instaurou um inquérito civil para averiguar a situação. Para o grupo de trabalho, serão convidados a participar o Laboratório Central do Estado (Lacen) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A intenção é investigar, além da presença dos metais pesados, a adição de açúcar não identificada na embalagem dos produtos que chegam diretamente ao consumidor.

Fonte: G1

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