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15/12/2019 | 08:01 | Polícia

Homem confessa ter matado líder LGBT+ de Santa Maria com facada e é preso pela polícia

O autor confesso alegou legítima defesa

Conforme a investigação, o crime se deu por conta de uma discussão sobre um programa sexual - Divulgação / Polícia Civil


Um homem de 28 anos foi preso na manhã deste sábado (14) após confessar à polícia que matou Verônica de Oliveira, 40 anos, com uma facada. Aos policiais, ele alegou legítima defesa.


O caso ocorreu na quinta-feira (12) na esquina das avenidas Presidente Vargas e Borges de Medeiros, em Santa Maria. Conforme a investigação, o crime se deu por conta de uma discussão, entre Verônica e o homem, sobre um programa sexual. Ele teria oferecido um valor pelo serviço que não foi aceito.


Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, o homem confessou a autoria do golpe. Ele disse que agiu em legítima defesa e que jogou fora a arma usada no crime.


O suspeito, que foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Santa Maria, também tinha antecedentes policiais por crime ambiental. Ele teve prisão temporária decretada pela Justiça. O automóvel usado na noite do crime foi apreendido também na manhã deste sábado.


Este foi o terceiro homicídio contra mulheres trans em Santa Maria em 2019. Os outros dois casos, que aconteceram em setembro, também já tiveram seus autores identificados e detidos. Em um deles, que aconteceu no mesmo local onde Verônica foi morta, a motivação foi semelhante: discussão por conta de um programa sexual. O autor, que tinha recebido liberdade provisória horas antes do crime, foi preso novamente, por tentativa de estupro e homicídio.


O outro caso aconteceu no mesmo final de semana, no bairro Tancredo Neves. Dois homens foram presos pelo crime, e a motivação foi uma discussão por conta de um capacete. Os três seguem no sistema prisional.


Vítima mantinha casa de acolhimento para transexuais na cidade


Verônica era uma das líderes do movimento LGBT+ na região e foi madrinha da Parada da Diversidade, que ocorreu no início do mês no município. Ela também mantinha uma casa, o Alojamento da Verônica, no Bairro Urlândia, que há 13 anos acolhe transexuais de outros municípios. Atualmente, 10 pessoas residem na casa.


Verônica foi velada na Câmara de Vereadores da cidade. O sepultamento ocorreu no Cemitério Ecumênico.

Fonte: Gaúcha ZH

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